AMOR: muitos nomes na história, uma mesma energia

Todas as sociedades têm sua mitologia, um conjunto de histórias sagradas sobre os deuses que se desenvolvem conforme são contadas e recontadas, transmitidas de uma geração para outra. A similaridade entre os deuses de povos diferentes são muitas mas a energia universal é única: o AMOR.

Uma ótima referência é o Cupido: os deuses invocados atiravam flechas certeiras no coração da pessoa amada e cobiçada, atendendo ao desejo daqueles que os cultuavam. Para os gregos ele se chamava Eros, para os romanos ele era o Cupido, para os hindus era Kamá.

Os gregos cultuavam Afrodite: deusa do amor e da fertilidade – de imensa beleza, cheia de caprichos e conhecida por sua diversidade de casos amorosos, tanto com deuses como com mortais, era retratada como avoada e cruel.

Os romanos cultuavam Vênus: muito bela, também deusa do amor e da fertilidade, com o diferencial de ser uma divindade de bom coração, mais interessada na seriedade do amor do que no desejo sexual.

Os hindus cultuam Lakshmi: deusa da beleza, amor, graciosidade, prosperidade e protetora das famílias. A adoração de Lakshmi provavelmente remonta aos cultos da fertilidade pré-históricos da antiga civilização do Vale do Indo, uma civilização da Idade do Bronze (3300-1300 aC), das regiões do noroeste da Ásia Meridional, que é o atual nordeste do Afeganistão e noroeste de Paquistão e Índia.

Os índios tupis cultuam Rudá: deus do amor e do afeto, o cupido indígena: é o mensageiro que dizia à lua e ao sol o quanto um amava o outro, pois não podiam se encontrar.

Os africanos cultuam a força Oxum, orixá do amor, beleza e prosperidade. Muito astuta, Oxum é a força que se utilizou da magia para enganar Exú e descobrir o segredo dos búzios. No Brasil Colonial os escravos não podiam cultuar suas divindades livremente, e por causa dessa proibição, os escravos começaram a associar suas divindades com os santos católicos para exercerem sua fé disfarçadamente, sincretisando com Nossa Senhora de Aparecida e Nossa Senhora da Conceição.

Os egípcios cultuavam Isis: deusa do amor, da beleza, da magia, da maternidade e do nascimento, deusa fecundadora da natureza, que provocava as cheias do rio Nilo, o que era muito importante para a agricultura. Isis também usou de magia para obter os segredos de Rá: cria uma cobra que picou Rá e o veneno mágico fez com ele contasse tudo o que sabia. A imagem dela amamentando seu filho Órus, o seu manto azul, o título “Stella Maris” que significa mãe de Deus e o seu símbolo que era a lua crescente, foram adotados pelos cristãos para representarem a Virgem Maria.

Em muitos povos houve o sincretismo das crenças, mas, o que podemos dizer do mesmo poder e energia de uma divindade que se manifestou em povos diferentes em lugares que eram tão distantes uns dos outros e nunca tiveram contato entre si na Antiguidade?

O universo imensamente sábio pode ter muitos nomes mas contém apenas uma única força, uma única energia de mesma frequência vibratória chamada amor. Para descobri-lo é preciso sentir… Dê amor e receberá em dobro. Ame e serás amado.

 

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